Uma nova esquerda renasce em Araçatuba

"para falar de política hoje em Araçatuba é preciso falar do PSOL"

Por Guilherme Ferlete Bonfim


Araçatuba, “capital” regional de umas das regiões administrativas do noroeste paulista, sempre é lembrada como cidade símbolo do poder do agronegócio e da direita tradicional dentro do estado de São Paulo. Porém, os ventos recentes das mobilizações populares demonstram novos ares de esperança, com a consolidação de um novo ciclo para a esquerda araçatubense e os movimentos populares da cidade. Os atos recentes do dia 29 de maio e do dia 19 de junho reafirmar esse caráter renovador do processo de organização popular e alguns pontos merecem destaque para esse debate.


Ambas as manifestações ocorridas contra o governo genocida vigente demonstraram ampla unidade entre os partidos, centrais sindicais e setores progressistas dispostos a lutar pela vida, pela ampliação da vacinação, por emprego, por educação e contra as medidas econômicas de Guedes e de todo o governo Bolsonaro e seus cúmplices, que carregam nas mãos o sangue pelas mais de 500 mil vidas perdidas. Essa unidade, que não havia ocorrido em 2019, demonstra a capacidade de diálogo crescente entre os movimentos diversos na defesa de união nas lutas populares que tem tomado as ruas e praças.


Ainda, o protagonismo da juventude nesses processos é de fundamental destaque, sendo não apenas um setor de mobilizações nas ruas e nas redes sociais, mas também que adentra a institucionalidade e participa ativamente da construção e disputa dos rumos do projeto de sociedade e de futuro que queremos, sendo protagonista e não mais coadjuvante dessa discussão. Justamente esse novo protagonismo da juventude em colocar-se como protagonista das lutas populares da cidade, frente à uma burocracia institucionalizada, que referencia a nova esquerda de Araçatuba, conectada com as pautas sociais e a realidade do povo trabalhador.


Contudo, não apenas a juventude assume destaque nessa construção, os movimentos populares ligados à luta pela terra e pela reforma agrária, com destaque para a FNL na cidade, os movimentos em defesa da democratização da educação e contra as opressões sistêmicas, o movimento de mulheres e, também, o de religiosos que não aceitam a mercantilização da fé são fundamentais nesse processo de reorganização da esquerda araçatubense, pois levam os debates presentes dentro da sociedade para o interior da institucionalidade (partidária, sindical e das organizações sociais) frente à burocracia característica de tempos anteriores que era desconectada da realidade da população araçatubense.


Assim, no interior do interior de São Paulo, a resistência levanta-se. Uma resistência que assume e não nega a sua luta e as suas bandeiras, uma resistência que não tem medo de defender a construção de um projeto que atenda aos interesses da população, que assume seu lado e não tenta conciliar interesses inconciliáveis. Esse novo caráter que tem ganhado as mobilizações populares de Araçatuba, nos atos e nas lutas do dia a dia, mostra essa renascença da esquerda araçatubense na cidade.


O conjunto de todo esse processo é expresso pela atuação do PSOL no município, que foi o agente principal desse processo de renascença do caráter popular da esquerda araçatubense e, sem medo de vacilar, é o principal impulsionador das lutas populares unitárias que tem seguido pela cidade, seja pela atuação do partido, seja pela atuação dos movimentos impulsionados por seus militantes. O ato do dia 19 de junho reafirmou o importante papel do PSOL enquanto impulsionador da luta organizada unitária frente ao governo de Jair Bolsonaro.


Por isso, para falar de política hoje em Araçatuba é preciso falar do PSOL, que em 2020 conseguiu a candidatura mais votada do campo popular para o legislativo de Araçatuba e nesse 1° semestre de 2021 não se escondeu, muito pelo contrário, seguiu na luta e construção de campanhas de solidariedade e pela unidade nas lutas das ruas pelo Fora Bolsonaro. Por isso, sem dúvida nenhuma, o PSOL hoje é protagonista das lutas populares da cidade.


Sigamos construindo as lutas por igualdade e justiça, sem vergonha de dizer nosso nome e nosso projeto, sem medo de vestir a camiseta símbolo da luta pela liberdade e contra toda forma de opressão. Amanhã há de ser outro dia.

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